Em videoconferência do G20, Teich diz que ‘não tem caminho fácil’ para saída da crise do coronavírus


Ministro da Saúde também afirmou que pandemia traz desafios ‘profundos’, sociais e econômicos, e que Brasil reconhece papel da OMS. Ele diz que Brasil está comprometido em trabalhar com outros países.


O ministro da Saúde, Nelson Teich, afirmou neste domingo (19), durante uma videoconferência que reuniu ministros da Saúde de países do G20, que não há “caminho fácil” para que o mundo saia da crise provocada pela pandemia do novo coronavírus, e que os sistemas de saúde não serão mais os mesmos.

 

Teich assumiu o ministério na última sexta (17), no lugar de Luiz Henrique Mandetta, demitido pelo presidente Jair Bolsonaro em meio a embate público envolvendo as medidas de isolamento – defendidas por Mandetta e criticadas por Bolsonaro — para controle do vírus no Brasil.

O ministro da Saúde afirmou ainda que o Brasil reconhece o papel e a importância do trabalho da Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta pandemia que, segundo ele, traz desafios “profundos” para todos os países.

 

“A urgência da Covid-19 está nos confrontando a todos, e isso é crítico. E parabenizamos essa reunião dos ministros da Saúde do G20, considerando os profundos desafios que essa pandemia traz para o bem-estar social e econômico da nossa população neste momento”, afirmou.

 

Nelson Teich ressaltou que a reunião foi sua primeira participação internacional como ministro, e ressaltou que o Brasil se compromete em cooperar com os outros participantes.

 

“Levando em conta que essa é minha primeira participação internacional como Ministro da Saúde do Brasil, eu quero aproveitar essa oportunidade para reforçar o compromisso brasileiro em trabalhar junto e achar soluções”, ele finalizou.

 

Testes ajudam a ‘entender o problema’, diz ministro
Em declaração depois do encontro, Teich disse que os testes em massa são importantes para “entender melhor a doença, entender a evolução [dos casos]” e para “enfrentar o problema e sair dele”. Entretanto, o ministro reconheceu que nem todos serão testados — ele citou a Coreia do Sul e a Itália que, mesmo que tenham ampliado o total de exames, nem todos tiveram diagnóstico.

Teich ressaltou que o entendimento de como o novo coronavírus se propaga e age nas pessoas levarão às tomadas de decisões para que medidas contenham a crise antes da disponibilidade de uma vacina ou de um tratamento com medicamentos. “A gente não sabe o tempo que isso vai levar.”

 

“Isso nos obriga a realmente entender o que está acontecendo para que a gente consiga desenhar as políticas e ações que vão nos ajudar a passar por isso da forma mais rápida e independente do tempo que leve para que essas situações ideais — vacina e tratamento — aconteçam”, explicou o ministro.

 

Além disso, Teich ressaltou que o trabalho para conter a epidemia envolve diferentes atores. “A gente trata o Brasil como um todo, e a gente vai respeitar as peculiaridades e as particularidades dos estados e das regiões do Brasil”, finalizou.

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