Distanciamento social e uso de máscaras são desrespeitados na orla da Barra da Tijuca


As medidas para distanciamento social determinadas pelas autoridades do Rio de Janeiro para conter o avanço do coronavírus continuam sendo desrespeitadas na capital. Neste domingo (19), dezenas de pessoas deixaram cheio o calçadão da orla da Barra da Tijuca, na Zona Oeste.

A maior parte não usava máscaras e muitos ignoraram a distância mínima entre as pessoas.

Decreto assinado pelo governador Wilson Witzel prorrogou o isolamento social até o dia 30 de abril. A determinação é para que as pessoas evitem aglomerações e mantenham-se distantes cerca de 1,5 metro um do outro.

 

Há estudos, no entanto, feitos por pesquisadores da Bélgica e da Holanda, que recomendam distância de até 20 metros entre as pessoas durante a prática de exercícios físicos ao ar livre, a depender da atividade (entenda o estudo).

 

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Além de desrespeitar o distanciamento, quem estava no calcadão da Barra também ignorava o novo decreto assinado no sábado (18) pelo prefeito Marcelo Crivella que obriga o uso de máscaras caseiras para quem tiver de ir à rua.


Embora o decreto, que prevê multa, só tenha efeito prático a partir de quinta-feira (23), as imagens mostram a despreocupação com o equipamento recomendado de proteção.

Em um flagrante feito nas imediações do Posto 4, em trecho onde havia mais de dez pessoas concentradas, só uma delas usava máscara. Outros grupos menores conversavam bem de perto, também sem máscaras.

 

Também havia pessoas nas areias da praia, o que está proibido, como pode ser visto em um vídeo registrado pela Secretaria de Ordem Pública. Agentes da prefeitura usavam uma gravação de áudio para alertar as pessoas sobre a necessidade de distanciamento social quando registraram a imagem de pessoas próximas da água.

 

Neste domingo, o prefeito Marcelo Crivella voltou a reiterar a importância do uso de máscara – agora obrigatório por lei – a prefeitura diz que a intenção não é multar pessoas físicas, mas estabelecimentos podem ser autuados. “O decreto proíbe nós sairmos às ruas ou entrarmos no supermercado sem usarmos nossa máscara. Claro que um cidadão vai alertar o outro: ‘Olha, o senhor está sem máscara, agora nós precisamos ter máscara’, disse ele.

 

“Quando as pessoas virem os garis com máscara, os guardas municipais com máscara, nossos motoristas… as pessoas vão dizer ‘Poxa vida, eu sou o único sem máscara? É melhor do que multa nesse período’, acrescentou, afirmando que as curvas relativas ao novo coronavírus estão sendo medidas e que espera que o período de obrigatoriedade sobre o uso de máscara seja curto.

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