Witzel diz que decretará situação de emergência no RJ devido ao novo coronavírus


O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, disse que vai decretar situação de emergência no estado devido ao novo coronavírus, nesta segunda-feira (16)

O governador fez a afirmação durante entrevista coletiva no Palácio Guanabara, em Laranjeiras, Zona Sul, onde está montado o gabinete de crise para controle da doença.
O estado de emergência se caracteriza pela iminência de danos à saúde e aos serviços públicos. Durante a coletiva, o governo não explicou o que será feito com o decreto de emergência e afirmou que não há uma duração estimada.

A reportagem do G1 apurou que a situação de emergência vai permitir contratações sem licitação na área da Saúde, além de recomendações sobre os empreendimentos que devem ser fechados ou funcionar parcialmente.

Shoppings funcionarão em um turno;
Lojas dos shoppings estarão fechadas e só a praça de alimentação ficará aberta;
Os bares e restaurantes das praças devem funcionar com 1/3 das mesas;
Academias devem ser fechadas.
Paciente grave
O secretário de Saúde Edmar Santos disse que o paciente que está internado na rede privada com coronavírus é o mais grave no estado do Rio. Ele voltou a fazer um apelo para que as ruas se esvaziem e citou exemplo da Itália.

“Ele apresentou pequena melhora, mas segue muito grave. Noventa e cinco[casos] estão em investigação. A Itália, há um mês, estava numa situação igual a nossa hoje. Atualmente, é uma tragédia humanitária. As ruas só estão vazias depois que morreram mais de mil pessoas. Precisamos esvaziar as ruas hoje antes que haja algum morto”, disse.

Restaurantes e shoppings
Witzel disse ainda que, após conversas com representantes de shoppings, restaurantes e cinemas vai aperfeiçoar o decreto atual consolidando as propostas para declarar situação de emergência podendo justificar as medidas que sejam tomadas. Essas reuniões ocorreram na manhã desta segunda-feira.

Uma das propostas estudadas é que os shoppings reduzam seu funcionamento para um turno. As praças de alimentação ficariam abertas recebendo apenas um terço dos clientes. O governador já tinha dito que iria orientar empresários para fecharem academias e restaurantes.

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