Witzel diz que segurança do Rio está no ‘mesmo patamar de Paris, Nova York e Madri’


Governador ainda afirmou que a capital fluminense é a segunda mais segura do país. Witzel disse que atualmente o índice é de 16 mortes por 100 mil habitantes, mas esse número já chegou a 35.


O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, disse em entrevista na manhã desta quinta-feira (14) que os índices de criminalidade no estado caíram e que hoje a cidade do Rio é tão segura quanto Paris, Nova York e Madri.

Segundo o governador, os índices apontam uma queda no número de mortes na capital. Witzel afirmou que atualmente o índice é de 16 mortes por 100 mil habitantes, mas esse número já chegou a 35. De acordo com o governador, o Rio é a segunda capital mais segura do Brasil.
As declarações do governador aconteceram durante o lançamento do Segurança Presente em Caxias, na Baixada Fluminense.

À tarde, ao participar de outro evento, o governador explicou que na sua declaração se referia apenas as áreas turísticas.

“Leblon, Copacabana, Ipanema, Botafogo, Flamengo. Se você pegar o mapa da rua, não tem homicídio. Onde está o homicídio no Rio de Janeiro? Hoje nós temos 16 mortes por 100 mil habitantes. Até o ano passado era 35 e nós conseguimos baixar. Infelizmente está nas comunidades onde estão o tráfico e a milícia. Agora nas ruas do Rio, os índices de homicídio são comparados com essas que eu mencionei. Turista vem pra cá e não vai ficar em cima do morro. Ele vai ver os equipamentos turísticos do Rio de Janeiro.” , voltou a afirmar Witzel.
Ainda de acordo com Witzel, as áreas turísticas no Rio não sofrem tanto com a criminalidade.
Dados discrepantes
De acordo com o levantamento do monitor da violência do G1, no ano passado o Estado do RJ registrou 28,76 mortes violentas para cada 100 mil habitantes.

Já a cidade de Nova York, segundo a polícia local, registrou no período 3,31 homicídios para cada 100 mil habitantes.

Em Paris, a taxa é ainda menor, que ano passado registrou 1,4 homicídios por cada 100 mil habitantes.

Sobre a entrada de armas e drogas pelas fronteiras do país, o governador fez um apelo ao governo federal e pediu união de forças para ajudar no combate à criminalidade.

“Não é hora de ficar colocando a culpa em A, B, C ou D. É hora de união, é hora de a Polícia Federal ser recomposta, é hora de a Polícia Federal trabalhar em parceria com a Polícia Civil do Rio de Janeiro. Nós, temos, hoje, o maior departamento de lavagem de dinheiro e a Delegacia de Combate ao Tráfico de Armas, que é a Desarme, mas as armas não entram apenas pelas rodovias estaduais, pela Baía de Guanabara. Entram pelas fronteiras brasileiras e pelos portos brasileiros”, garantiu.

Mortes violentas no Rio
Em menos de 24 horas, uma criança de 5 anos e um gari foram mortos após serem atingidos por balas perdidas na cidade.

Nesta quarta-feira (13), o governador criticou o governo federal, ao comentar em redes sociais a morte da menina Ketellen, em Vicente de Carvalho.
Witzel disse que a entrada de armas e drogas alimenta o que chamou de “guerra insana que existe nos estados” e que impedir a entrada de drogas e armas no país é responsabilidade do governo federal.

“É preciso que o governo federal tenha uma visão estratégica e não continue sucateando a Polícia Federal e a Polícia Rodoviária Federal.”
O ministro da Justiça, Sergio Moro, rebateu as declarações do governador, também por uma rede social.

“O governo federal tem combatido duramente o tráfico de drogas e de armas. Não é correto comparar as apreensões dos primeiros cinco meses de 2019 com o total apreendido nos anos anteriores, como faz o governador do Rio de Janeiro ao buscar transferir a responsabilidade dos crimes no estado ao governo federal.”

‘Tiroteios não são realidade’
Também durante o evento desta quinta, Witzel aproveitou para explicar uma declaração dada por ele no dia anterior. Ao anunciar investimentos para atrair turistas para o Rio, o governador afirmou que “os tiroteios não são realidade no Rio de Janeiro”.

“O que eu disse ontem é que nas áreas turísticas no estado não acontecem tiroteios. Eles acontecem nas comunidades. Acontecem furtos [nas áreas turísticas], não tiroteios. Tivemos dois turistas que sofreram violência nos últimos dez meses”, justificou o governador.

“O que estamos fazendo pra estimular o turismo é mostrar que o Pão de Açúcar, Corvovado, Petrópolis [na Região Serrana], estão protegidos. Não fazem parte dessa realidade [de tiroteios]. Vejo muito pouco falar de redução da criminalidade. Reduzimos de 35 mortes por mil habitantes para 16. Só estamos perdendo para uma capital no Brasil, somos a segunda capital mais segura do Brasil.”


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