Flávio Bolsonaro diz que filiados do PSL devem deixar o governo Witzel ou o partido


O senador Flávio Bolsonaro (PSL) determinou que os filiados do partido devem deixar o governo de Wilson Witzel (PSC) ou pedir desfiliação da sigla. A declaração foi feita em nota divulgada nesta quarta-feira (18). Flávio é o presidente da legenda no Rio.

Um levantamento do RJ1 mostra que ao menos 135 pessoas foram indicadas pelo PSL para cargos comissionados no governo do estado. Na segunda-feira, Flávio Bolsonaro anunciou o desembarque da administração estadual.
“Lamentável ainda ver na imprensa críticas e declarações infelizes sobre o presidente Jair Bolsonaro”, conclui o texto.

O partido afirmou ainda que possui compromisso com a recuperação do RJ. A permanência do estado no Regime de Recuperação Fiscal está ameaçada.

Atualmente, dois secretários são filiados ao PSL:

Leonardo Rodrigues, secretário de Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro
Major Fabiana, secretária de Vitimização e Amparo à Pessoa com Deficiência
O G1 entrou em contato com a assessoria de imprensa dos dois, mas ainda não obteve resposta se eles vão deixar os cargos.

Witzel diz que PSC tem ‘projeto para o Brasil’
Também nesta quarta, em evento na Academia de Polícia, Witzel adotou um discurso conciliador e não confrontou Flávio. Ele exaltou o próprio partido, o Partido Social Cristão (PSC).

Atualmente, são três representantes do PSC na Alerj. No início da legislatura, a sigla tinha apenas um deputado na Assembleia: Márcio Pacheco (PSC).

O outro, Chiquinho da Mangueira (PSC), foi preso antes de tomar posse.

“O PSC está pensando grande, tem um projeto para o Brasil”, afirmou.
Witzel agradeceu Flávio Bolsonaro pelo apoio na campanha eleitoral de 2018 e disse que eles têm um objetivo em comum.

“Agradeço a ele por ter caminhado comigo. O meu projeto é o mesmo dele, governar bem o Rio de Janeiro”.

Em outro ponto do discurso de Witzel, que levou mais de 20 minutos, ele garantiu que o Rio não deixará o Regime de Recuperação Fiscal.

“Não há risco. Eu inclusive apresentei uma proposta de revisão do regime”, disse ele.

Fora da base aliada
Na segunda (16), o partido informou, em nota, que foi orientado por Flávio a desembarcar “por discordar de posicionamentos políticos do governador”.

O texto assinado pelo deputado estadual Dr Serginho, líder da bancada do PSL na Alerj, diz que “os 12 deputados do partido reiteram o compromisso com o Estado do Rio de Janeiro”.

Ao programa “Em Foco com Andréia Sadi”, da GloboNews, Witzel admitiu, na semana passada, que pretende concorrer à presidência.

“Eu sou governador do estado querendo ser presidente da República”, afirmou Witzel, que foi eleito com o apoio de Flávio Bolsonaro.
Em dezembro, ao ser diplomado governador, Witzel retribuiu o apoio de Flávio e expressou sua gratidão em evento na Escola de Magistratura do Estado do Rio de Janeiro (Emerj).

“Não posso deixar de fazer um agradecimento especial a um querido irmão que me estendeu as mãos e seguiu comigo. É uma pessoa que tem na sua família o DNA da esperança. Quero fazer agradecimento especial não só a você, Flávio Bolsonaro, (…) mas o que representa nosso presidente eleito”, discursou.

Às vésperas do segundo turno, no fim de outubro de 2018, Flávio Bolsonaro permitiu que Witzel usasse imagens suas na propaganda eleitoral.

Dias antes, Eduardo Paes (DEM), candidato a governador e derrotado no segundo turno, ha

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