Câmara Municipal e Biblioteca Nacional selam acordo para digitalização do histórico Jornal Monitor Campista Vereador Edson Batista, pronunciou-se sobre a importância da assinatura do convênio


Da Redação
O ano era 2009. No dia 15 de novembro, data de um episódio histórico para o Brasil (a Proclamação da República), fechava suas portas o Monitor Campista, até então o terceiro jornal mais antigo do Brasil em atividade. Seu precioso acervo, com publicações desde 1834, ano de fundação, saiu da sede do periódico, na Rua João Pessoa – Centro de Campos, e foi levado para o Rio de Janeiro pelos Diários Associados, grupo do qual o Monitor fazia parte.


Em 2014, o material foi trazido de volta à sua terra natal através de uma ação do Legislativo Municipal. Agora, um novo e importante capítulo desta história está sendo escrito pela  Câmara de Vereadores de Campos em parceria com a Fundação Biblioteca Nacional: a digitalização do acervo. São 173 volumes, sendo que cada um representa um ano de jornal.


O presidente da Câmara, vereador Edson Batista, pronunciou-se sobre a importância da assinatura do convênio, que tem duração de um ano, podendo ser prorrogado: “Essa é uma grande conquista para a memória cultural da nossa cidade. O acordo prevê toda a digitalização do acervo do Monitor Campista, através deste termo de cooperação, com custo zero”, ressaltou.


Campos ainda era uma Vila quando, em 4 de janeiro de 1834, nascia o jornal “O Campista”, sob a direção do médico Francisco José Alypio. Registros da época dão conta que o jornal era bissemanário e circulava às quartas e sábados na planície. Foi em 1846 que o jornal “O Monitor Campista” passou a circular sem o artigo “O”, passando a se chamar simplemente Monitor Campista, nome que manteve até o fechamento, respeitando a sua marca em letras góticas. Vale lembrar que, desde sua criação, o jornal teve outros nomes como  “O Monitor”, “Recopilador Campista” e “Novo Recopilador Campista”.


Da redação que teria sido a primeira a ser beneficiada com a luz elétrica, em 24 de junho de 1883 (antes das outras empresas do Brasil e da América do Sul), saíram notícias sobre os mais diferentes períodos da História de Campos, do Brasil e do mundo, já que durante um período, o veículo contava com notícias de agências internacionais. “O Monitor foi fundado logo depois da declaração da Independência, passou vários ciclos históricos como a Abolição da Escravatura, a Proclamação da República, a República Velha, o Estado Novo, a primeira e segunda Guerra Mundial, quando morreram dezenas de milhões de pessoas. Todos esses acontecimentos estão em suas páginas, um rico tesouro que recuperamos para o povo de Campos e será digitalizado para o acesso de todos”, ressaltou o presidente da Câmara.


O trabalho resultante desta parceria entre a Câmara e a Biblioteca Nacional seguirá o Plano Nacional de Microfilmagem de Periódicos Brasileiros. A ideia é preservar a memória hemerográfica brasileira e  disponibilizar o material para pesquisas, já que naquelas páginas está registrada parte do passado brasileiro. Pela mágica da tecnologia, este passado poderá vir à tona a apenas alguns cliques. 

Fonte:O Diário

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