RJ segue em risco moderado para a Covid, mas com ligeira melhora, aponta mapa de risco do governo
O Mapa de Risco da Covid-19, divulgado na sexta-feira (4) pelo Governo do Estado, segue em risco moderado (bandeira laranja) para a doença, mas com uma ligeira melhora.
Três áreas estão agora em amarelo (risco baixo) – Baía da Ilha Grande, Região dos Lagos e Metropolitana II, onde estão Niterói e São Gonçalo.
“Agora a tendência é a gente consolidar essa melhora da ômicron na grande Região Metropolitana e aos poucos a gente vai observar essa melhora também no interior do estado”.
As regiões Metropolitana I, Médio Paraíba, Centro Sul e Norte permanecem em risco moderado, com bandeira laranja.
A região Noroeste permanece em bandeira vermelha, com alto risco, e a região Serrana saiu do risco moderado, bandeira laranja, para o alto risco, bandeira vermelha.
A análise compara a quarta semana epidemiológica deste ano, de 23 a 29 de janeiro, com a segunda, de 9 a 15 de janeiro.
Os indicadores apontaram que, no período de 25 de janeiro a 1º de fevereiro, a taxa de positividade para SARS-CoV-2 em testes RT-PCR foi de 64%. Nesta quarta-feira (2), a taxa de ocupação de leitos para Covid estava em 64% para UTI e 46% para enfermaria.
Cada bandeira representa um nível de risco e um conjunto de recomendações de isolamento social, que variam entre as cores roxa (risco muito alto), vermelha (risco alto), laranja (risco moderado), amarela (risco baixo) e verde (risco muito baixo). Os resultados podem ajudar na decisão de tomar medidas restritivas em cada localidade.
Subvariante da ômicron BA.2
A Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro confirmou, no início da noite desta sexta-feira (4), que identificou na capital fluminense um caso da subvariante da ômicron chamada BA.2.
A detecção laboratorial foi feita pelo Laboratório de Vírus Respiratório e do Sarampo do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), que atua como referência para o tema junto ao Ministério da Saúde.
Outros dois casos foram confirmados no país, em São Paulo, segundo o Ministério da Saúde.
O que é a BA.2?
À medida que os vírus se transformam em novas variantes, às vezes eles se dividem ou se ramificam em sub-linhagens. A variante delta, por exemplo, é composta por 200 subvariantes diferentes.
O mesmo movimento ocorreu com a ômicron, que inclui as linhagens BA.1, BA.2, BA.3 e B.1.1.529.
A BA.1 responde pela maioria dos casos. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), quase 99% do DNA viral submetido ao banco de dados global GISAID (em 25 de janeiro de 2022) foi sequenciado como essa subvariante.
Não está claro onde ela se originou, mas a BA.1 foi detectada pela primeira vez em novembro, em sequências carregadas no banco de dados das Filipinas.

