‘Faraó dos bitcoins’ responde a 288 processos no Tribunal de Justiça do RJ


Glaidson Acácio dos Santos, preso pela Polícia Federal em agosto e acusado de crime contra o sistema financeiro e organização criminosa, responde a 288 processos na área cível. Os dados são do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.

 

Todos os processos, segundo consulta feita pelo g1 nesta sexta-feira (12), estão em andamento na área cível. Os processos foram abertos em diferentes comarcas do TJRJ.

 

Vários dos processos pedem rescisão do contrato ou a devolução do dinheiro investido na consultora GAS, além de pedidos de indenização por danos morais.

 

 

A própria consultora responde a 286 processos, todos também na área cível.

Cúmplices de Glaidson, segundo a Polícia Federal, estão em Punta Cana, na República Dominicana, para tentar fugir de mandados de prisão.

 

 

Os nomes de todos os cúmplices foragidos estão na difusão vermelha da Interpol, a polícia internacional.

O g1 apurou que as autoridades da República Dominicana estão informadas sobre o paradeiro deles para efetuar as prisões.

 

 

Pedido de Habeas Corpus negado

 

A Justiça Federal negou no final de outubro o pedido de soltura de Glaidson.

Por 2 votos a 1, 2ª Turma do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2) indeferiu o habeas corpus a favor do dono da G.A.S. Consultoria e Tecnologia e de Felipe Silva Novais e Michael de Souza Magno, acusados de fazerem parte do esquema ilegal de investimentos em criptomoeadas.

 

 

Os desembargadores Flávio Lucas e Marcello Granado votaram pela manutenção da prisão. O desembargador William Douglas votou pela concessão do habeas corpus.

Na porta do TRF2, dezenas de apoiadores de Glaidson se reuniam para acompanhar o julgamento. A notícia de que ele seria solto foi divulgada, o que provocou uma grande comemoração (veja no vídeo acima).

 

 

Minutos depois, no entanto, a festa terminou com a confirmação da verdadeira decisão dos desembargadores.

 

 

Relembre o caso
Conhecido como “Faraó dos Bitcoins”, Glaidson movimentou pelo menos R$ 38 bilhões segundo a investigação.

 

 

A GAS Consultoria Bitcoin prometia 10% de retorno do dinheiro investido por mês aos clientes e dizia obter esses ganhos no mercado de criptomoedas.

 

 

Segundo a investigação da Polícia Federal (PF) e do Ministério Público Federal (MPF), a firma nem sempre chegava a investir em bitcoins – os lucros eram pagos aos clientes enquanto o dinheiro de novos clientes captados entrava.

 

 

De acordo com a denúncia, o esquema teria se profissionalizado em 2018 e perdurado, ao menos, até 25/08/2021, quando foi deflagrada a “Operação Kryptos”, que levou Glaidson e outros suspeitos à prisão.


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