Quase 90 mil pessoas não voltaram para tomar a 2ª dose contra a Covid no Rio; secretaria busca por atrasados


Somente com as duas doses é que a imunização fica completa. Secretaria está fazendo uma busca ativa – agentes ligam ou vão até a casa dos atrasados.

Dados da Secretaria Municipal de Saúde indicam que quase 90 mil pessoas não voltaram aos postos para tomar a segunda dose da vacina contra Covid no Rio.

 

Somente com as duas doses é que a imunização fica completa. Os agentes comunitários estão à procura dos atrasados.

 

O sistema da Prefeitura do Rio mostrava que Dona Angelina, de 89 anos, não tinha tomado nem a primeira dose.

Os agentes de saúde foram até a casa dela e aplicaram a vacina contra a Covid.

Na visita, aproveitaram para dar a segunda dose na filha da idosa.

“Na busca ativa dela, encontramos você para poder aplicar a segunda dose”, diz o agente.

 

A estratégia da prefeitura é ir para rua e encontrar os atrasados.

Seu Alarico Moura, de 76 anos, é paratleta e artista plástico. Ele está se mudando de casa e perdeu o dia da vacina. Recebeu a ligação da prefeitura e marcou com os agentes, que foram até a casa dele.

 

A segunda dose dele está agendada para o dia 4 de outubro.

Uma dupla de agentes visita dez endereços a cada duas horas. Na Ilha do Governador, na Zona Norte, há pelo menos outras 4 duplas fazendo a mesma coisa.

 

Tudo isso porque em toda a capital há 89 mil pessoas com a segunda dose da vacina contra a Covid atrasada.

 

 

No Complexo da Maré, também na Zona Norte, a busca não para.

 

Antes de ir para rua, os funcionários fazem um levantamento das pessoas com doses atrasadas. Nesta segunda-feira (12), na área de um posto, eram 433.

 

 

A agente explica que nem sempre é fácil encontrar os atrasados.

“A gente geralmente não consegue falar via telefone, modificam o telefone, não vem avisar. Então, a gente tem sempre que ir na casa do paciente”, diz Evelyn Silva de Oliveira.

 

Mas quando os profissionais conseguem falar com eles e ainda aplicar a vacina, a sensação é de missão cumprida.

 

“Cada vez que a gente busca essas pessoas e consegue achá-las imunizá-las é um ponto de vitória para amenizar ou até mesmo acabar com esse vírus que tá derrubando tantas pessoas”, diz o agente de saúde Igor Carvalho.

 


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