Princípio de incêndio atinge plataforma P-48 da Petrobras em Campos


Fogo começou durante o trabalho de manutenção em uma tubulação neste sábado (20). Um colaborador que realizava o trabalho teve queimaduras leves, foi atendido na enfermaria e passa bem.

Plataforma da Petrobras na Bacia de Campos, litoral do RJ
28/11/2017
REUTERS/Bruno Domingos

Um princípio de incêndio atingiu a plataforma P-48, da Petrobras, localizada no campo de Caratinga, na Bacia de Campos, no Norte Fluminense, na tarde de sábado (21).

Segundo a estatal, o fogo começou durante manutenção em uma tubulação. O colaborador que realizava o trabalho teve queimaduras leves e foi mandado para casa.

 

Não houve danos a sistemas ou equipamentos, mas a produção foi interrompida para avaliação das causas e reparo da tubulação. A Petrobras disse que o incidente foi pontual, mas não deu previsão para retomada da produção. O G1 aguarda da estatal informações sobre os prejuízos em decorrência da suspensão das atividades.

 

O Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro-NF) afirmou que “as queimaduras da vítima não tiveram grande extensão, porém o acidente teve potencial importante”.

 

“Foram retirar o suporte de uma linha de gás inerte que precisava ser trocado, com isso saiu também uma parte da linha que apresentava corrosão, o residual da linha entrou em combustão com fagulha do corte”, disse o sindicato em nota.

 

O Sindipetro-NF disse que vai solicitar participação na comissão de acidente e embarque na unidade “e orientou aos trabalhadores para que uma reunião extraordinária da CIPA seja convocada, conforme previsto na Norma Regulamentadora”.

 

O sindicato alertou ainda sobre as constantes reduções de investimentos, principalmente em conservação, efetivo a bordo e segurança das unidades.

 

 

Mudança na presidência da estatal
Na última sexta-feira (19), o presidente Jair Bolsonaro indicou Joaquim Silva e Luna para assumir a presidência da Petrobras no lugar de Roberto Castello Branco, que ocupa o cargo desde janeiro de 2019 tendo sua gestão marcada por uma política de desinvestimentos, com a venda de refinarias e menor participação da estatal em vários negócios.

 

 

A indicação do general Silva e Luna pelo presidente Bolsonaro faz parte de estratégia de colocar militares em postos de comando das estatais. Caso a indicação seja aprovada pelo Conselho de Administração da Petrobras, Silva e Luna, atual diretor da hidrelétrica de Itaipu, será o primeiro militar a assumir a estatal desde 1989.

 

 

A estatal informou que o conselho tem reunião ordinária prevista para a próxima terça (23) – a pauta do encontro não foi divulgada.


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