Para diminuir confrontos, novo secretário de Segurança quer asfixiar financeiramente facções criminosas


Para isso, segundo o policial federal Victor Santos, será necessária a integração de bancos de dados das forças de segurança. “A inteligência é o coração da segurança pública”, afirmou.

 

O novo secretário de Segurança do Rio, Victor dos Santos, afirmou que vai priorizar a asfixia de organizações criminosas para diminuir os confrontos entre tráfico e milícia na Zona Oeste do Rio e outros conflitos.

 

 

Para isso, a integração das secretarias das Polícia Civil e Militar com o órgão, recriado após 4 anos, é fundamental:

 

 

“Todo criminoso busca o quê? Dinheiro. Então, uma visão de repressão capitalista, isso a gente até a minha formação como policial federal foi sempre nesse sentido. Busca o dinheiro e você acha o criminoso. Então, essa disputa de território nada mais é do que o quê? Eles querem o quê? Receita. Todos buscam receitas.

Então, esse trabalho de seguir o dinheiro e achar o criminoso é muito importante e vai ser uma prioridade”, afirmou Santos, em entrevista ao RJ1, a primeira após assumir o cargo.

 

 

Para isso, segundo ele, será necessária a integração de bancos de dados das forças de segurança.

 

 

“A inteligência é o coração da segurança pública. A tecnologia vai ajudar na integração desses bancos de dados e esses dados vão ficar disponíveis para toda a segurança pública. E quando a gente fala em segurança pública não é só polícia civil, polícia militar. É importante todas as forças, municipal, estadual e federal estarem juntas”, afirmou Santos. “Nós somos uma secretaria de estado. Não uma secretaria de governo”

 

 

Secretaria recriada 

O policial federal aceitou o convite do Governador do Rio, Cláudio Castro, um mês depois deste último dizer que não havia necessidade de recriar a secretaria.

 

 

Segundo Santos, Castro acredita que o modelo anterior, até 2018, era ruim, e queria uma secretaria mais “enxuta”.

 

“Bom, na realidade, ele entende que o modelo anterior é ruim. Ele não concordava com o modelo. E na realidade o que ele quer? Ele quer agilidade, ele quer uma secretaria mais enxuta, uma secretaria que pense estrategicamente, que seja capaz de integrar as forças de segurança”, comentou.

 

 

A volta da Corregedoria Geral Unificada, segundo ele, também vai respeitar a autonomia das secretarias.

 

 

“Não é ensinar a polícia a corrigir, a tratar as transgressões disciplinares. Não, cada um vai tratar, mas tem que haver uma corregedoria que vai olhar isso. Seja pra eventualmente não haver injustiça ou passagem de mão na cabeça de alguém. “

 

 

Segundo ele, o melhor método para combater a corrupção policial é valorizando os bons agentes:

 

Polícia Militar do Rio de Janeiro recebe 265 novas viaturas.

“Policial bom, entendendo que ele é valorizado, que o mau não vai prosperar, esse mau policial acaba sendo excluído. Então, todo o tratamento em relação a denúncias, investigações, que a gente se depare com um policial, na nossa visão, ele não é um policial.

 

Ele é um criminoso travestindo de policial. Ele está traindo sua missão, sua instituição, e todo rigor pra ele”, afirmou.

 

 


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