Petrobras investirá US$ 20 bi nos próximos 4 anos para recuperar produção na Bacia de Campos


O ano de 2020 chega com boas notícias para os municípios produtores de petróleo do Norte Fluminense. A Petrobras vai investir US$ 20 bilhões nos próximos quatro anos para recuperar a produção da Bacia de Campos, em operação há 42 anos com muitos campos entrando em fase de declínio natural. Com isso, o Estado do Rio deve receber R$ 9 bilhões a mais de royalties até 2024, segundo estimativas da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan).
O montante representa mais de um quarto do volume total de investimentos previstos pela Petrobras em seu plano de negócios 2010-2014, de US$ 75,7 bilhões.
O investimento na Bacia de Campos servirá apenas para que a produção daqui a quatro anos seja a mesma que é hoje. Se os recursos não fossem aplicados, a estimativa era de que a quantidade de barris produzidos cairia pela metade nesse período. Atualmente, são retirados da região cerca de 1 milhão de barris por dia de óleo equivalente.
Em 2010 o local era responsável pela produção de quase 78% do total produzido em todo o território nacional, que era de 2,4 milhões de barris/dia. Em outubro de 2019, contudo, a produção de 1,18 milhão de barris significou 31% da produção total do país, que cresceu para 3,78 milhões de barris/dia.
Para o prefeito de Campos, Rafael Diniz (Cidadania), também presidente da Organização dos Municípios Produtores de Petróleo (Ompetro) celebrou a boa notícia.
— Esta é a expectativa que o município possa voltar a receber royalties numa quantidade muito maior do que vem recebendo, porque o que vem acontecendo com Campos jamais aconteceu na sua história e, por isso, temos enfrentado grandes dificuldades. Independente do que vier a acontecer, temos que continuar nesse caminho do ajuste de contas e, obviamente, trabalhando para fazer com que a cidade possa buscar outros caminhos de desenvolvimento e investimento — afirmou.
O superintendente de Petróleo, Gás e Tecnologia de São João da Barra, Wellington Abreu considerou o anúncio como um alento para a região.
— Sem dúvida é um alento para a região. Destaque que as perspectivas são para resultados a partir de 2023. O que mais me chama atenção são as novas tecnologias para ampliar o percentual de recuperação que hoje não passa de 15%. Concentro as atenções no que diz respeito ao campo de Roncador e aguardo ansioso o quanto de óleo deve haver no pré-sal daquela área. Sem dúvida uma boa notícia para iniciar o ano — avaliou.

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