Entenda para que serve a nota do Enem


O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2019, que será aplicado em 3 e 10 de novembro, possibilita que o candidato ingresse no ensino superior de cinco formas diferentes:

Sisu;
Prouni;
Fies;
universidades particulares que usam o exame como vestibular;
universidades portuguesas, parceiras do governo brasileiro.
Desde 2017, o Enem não é mais aceito como forma de certificação do ensino médio. A partir daquele ano, essa função passou a ser exercida por outra prova: o Encceja (Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos).

Candidatos que não tenham concluído essa etapa escolar – ou o ensino fundamental – na idade correta devem prestar o Encceja para que, dependendo do resultado, consigam o diploma.

A seguir, entenda como funcionam os processos seletivos que utilizam a nota do Enem para o acesso à universidade:

Sisu
O Sistema de Seleção Unificada (Sisu) é um programa do Ministério da Educação (MEC) no qual são oferecidas vagas em instituições públicas de ensino. Para participar, é necessário ter prestado a última edição do Enem e tirado nota diferente de zero na redação.

O sistema informatizado fica aberto por quatro dias. Durante esse período, os candidatos devem escolher, pelo site, até duas opções de curso nas universidades participantes. Ao longo da semana, são exibidas notas de corte parciais, calculadas com base no número de vagas e no desempenho dos inscritos até o momento. Essa nota serve apenas como uma referência para que o aluno escolha cursos em que tenha maior chance de ser aprovado.

É possível editar a inscrição até as 23h59 do último dia do Sisu. Depois do encerramento do prazo, são divulgadas as listas de aprovados.

Cada universidade pode atribuir pesos diferentes para cada prova do Enem – por isso, a nota do mesmo candidato pode ser diferente em um curso de engenharia da USP, que prioriza o desempenho em matemática, e na graduação em letras da UFF, na qual a prova de linguagens terá um peso maior.

Há duas edições do Sisu por ano.

Prouni
Prouni oferece bolsas de estudo em universidades privadas — Foto: Reprodução/PixabayProuni oferece bolsas de estudo em universidades privadas — Foto: Reprodução/Pixabay
Prouni oferece bolsas de estudo em universidades privadas — Foto: Reprodução/Pixabay

O Programa Universidade para Todos (Prouni) oferece bolsas de estudo parciais e integrais em universidades particulares. Para participar, o candidato não pode ter diploma de ensino superior. Além disso, deve ter participado da última edição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2018 e tirado, no mínimo, média de 450 pontos na prova. Não é permitido ter zerado na redação.

Também é preciso se enquadrar em um dos seguintes critérios de renda:

Bolsas integrais: renda familiar bruta mensal per capita de até 1,5 salário mínimo
Bolsas parciais (50% da mensalidade coberta): renda familiar bruta mensal per capita de até 3 salários mínimos
Entre as exigências, o candidato deve ainda se encaixar em pelo menos uma das seguintes situações:

ter cursado o ensino médio em escola pública;
ter cursado o ensino médio em escola privada, desde que na condição de bolsista integral;
ter alguma deficiência;
ou ser professor do quadro permanente de uma escola pública (nesse caso, o critério de renda familiar não se aplica).
O sistema de seleção é aberto uma vez a cada semestre. Informatizado, seleciona os alunos de acordo com o desempenho no Enem. Após o candidato ser pré-aprovado, precisa comprovar seus dados pessoais na universidade em que foi aprovado. Só assim a vaga estará garantida.

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