Fim da estabilidade para novos servidores públicos


Após chegar a Abu Dhabi, nos Emirados Árabes, como parte da visita que faz a países do Oriente Médio, o presidente Jair Bolsonaro indicou neste sábado que o próximo passo do governo deverá ser a reforma administrativa. Como já vinha sendo discutido ao longo desta semana, ele defendeu o fim da estabilidade para os novos servidores públicos, mantendo inalterados os direitos já adquiridos por aqueles que estão na ativa.
“Conversamos com o Rodrigo Maia [presidente da Câmara] , com o Davi Alcolumbre [presidente do Senado]. Acredito que a reforma administrativa seja a melhor para o momento. Tem proposta já adiantada na Câmara. Não vamos buscar quebrar a estabilidade do servidor”, disse Bolsonaro.

“Depois da promulgação dessa PEC, caso ela seja promulgada um dia, queremos mudar essa forma de relação de prefeituras e estados que exageram no número de servidores”, acrescentou o presidente. Bolsonaro disse também que “o fim da estabilidade seria para os novos servidores”. “Não queremos criar um trauma para os atuais servidores, que grande parte exercem um trabalho muito bom (sic)”.


Bolsonaro justificou a ausência do ministro da Economia, Paulo Guedes, na comitiva, explicando que ele não poderia se ausentar por tanto tempo do país. Frisou, contudo, que se mantém a par da agenda econômica brasileira recebendo informações do assessor do ministro.

Bolsonaro defendeu ainda a reforma da Previdência, que comparou a uma “quimioterapia” para o país. Ele reforçou que o governo vem tendo apoio do Parlamento, realizando reformas que “se tentavam há 20, 30 anos, e estão aparecendo”:

“O Parlamento tem dado sinal positivo. A Câmara votou com nosso apoio a base de Alcântara com os Estados Unidos. É fazendo o dever de casa. Sabemos que a reforma da Previdência por vezes parece uma quimioterapia. Se faz necessária e não podemos sucumbir. Peguei o Brasil arrebentado economicamente”, afirmou.

Fonte: Valor Econômico

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