Professor da UFF propõe aumento da faixa de areia como solução para erosão em Atafona e Açu


O professor Eduardo Bulhões, da Universidade Federal Fluminense (UFF), propõe o aumento da faixa de areia como solução para conter o avanço do mar nas praias de Atafona e Açu, em São João da Barra, no Norte Fluminense. A proposta foi apresentada em audiência pública na noite desta quinta-feira (4) na Câmara.
A erosão acontece desde a década de 60 e a água já tomou cerca de 14 quarteirões do distrito de Atafona. Em março de 2019, a água derrubou parte do muro de uma casa no entroncamento das ruas Nossa Senhora da Penha com Feliciano Sodré, em Atafona.

Durante a audiência, o professor explicou que a proposta economicamente mais viável, com previsão de custo em torno de 20 milhões de reais, e ambientalmente sustentável, é a de “engordamento” da faixa de areia com a criação de dunas.
Segundo ele, a solução é utilizar a transposição artificial de areia, que seria bombeada do Rio Paraíba do Sul. O sistema é chamado de “praia-duna”.

“Esse conceito visa mudar e buscar a restauração, recuperação, refuncionalização, regeneração e conservação de ecossistemas costeiros, como praias e dunas”, explicou Bulhões.
Segundo Eduardo Bilhões, os impactos positivos da recuperação artificial do sistema praia-duna estão associados diretamente à adição de materiais idênticos aos que foram perdidos, aumento da praia recreativa, restauração e renaturalização do ecossistema costeiro.

Os pontos negativos são a manutenção, que precisa ser frequente, e o fato de ter que encontrar areias com a característica ideal para ser utilizada.

A proposta prevê, ainda, recomendações adicionais referentes à criação de unidade de conservação de uso sustentável e elaboração de plano de manejo. No plano, deve constar o zoneamento que permita proteção efetiva às dunas, além de programa mensal e bimestral de monitoramento do volume de areias no sistema praia-duna, tais como rampas ou passarelas suspensas.
A representante da Associação SOS Atafona, Verônica Vieira, ficou satisfeita com os debates e soluções apresentadas.

“Precisamos dar uma basta para esse problema. Nosso objetivo é salvar Atafona, que não pode perder mais nada; nem os sonhos e nem os patrimônios. Nós temos aqui uma história de vida”, disse Verônica.

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