Picciani, Paulo Melo e Albertassi são julgados no TRF-2


O julgamento dos ex-deputados Jorge Picciani, Paulo Melo e Edson Albertassi começou nesta quinta-feira (28), às 13h30. Eles estão presos e são julgados pela primeira vez na Lava Jato, no Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2).

Os ex-parlamentares foram denunciados por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Juntos, teriam recebido mais de R$ 100 milhões.

Os três foram presos no ano passado, durante o mandato, e continuam detidos. Picciani é o único que seguiu prisão domiciliar determinada pelo STF.

A denúncia do Ministério Público Federal cita uma “poderosa organização criminosa abrigada no MDB fluminense”.

Entre as acusações, estão esquemas criminosos com empreiteiras e a Fetranspor. Os deputados blindavam ou favoreciam as empresas através da atuação no Legislativo.

“Setores do executivo, do Tribunal de Contas do Estado (TCE) e do legislativo, valendo-se de suas respectivas atribuições, passaram a receber vantagem patrimonial de forma sistemática das empresas contratadas pelo ente público para a realização de obras ou prestação de serviços, como o de transporte coletivo”, dizem os procuradores.

Os ex-deputados continuaram recebendo salários, assim como os funcionários de seus gabinetes. No total, mais de R$ 6,6 milhões foram gastos em despesa.

Um pedido de cassação dos três tramitou na Comissão de Ética da Alerj, mas a passos lentos. Depois de um ano, só foi produzido um relatório de uma página que pedia a absolvição. Não houve desfecho do caso.

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