Chuvas: 62 desabrigados em Macaé e rios que cortam a BR-101 são monitorados


Nesta sexta-feira (09/11), o município de Macaé registra 101 desalojados e 62 desabrigados, estes do bairro Ajuda de Baixo onde o lago, ao lado do Centro de Convivência do Idoso, transbordou. Essas famílias foram encaminhadas ao abrigo emergencial da prefeitura, no Visconde de Araújo, onde são recebidos por uma equipe do gabinete de crise formado por diversas secretarias.

O abrigo emergencial possui 22 quartos, sendo 10 para famílias menores como casais sem filhos e solteiros; 10 quartos maiores para casais com dois/três filhos e dois quartos especiais, no térreo, com maior acessibilidade, e que comportam 11 pessoas. Serão abrigadas 16 famílias, totalizando 62 pessoas. Os quartos possuem banheiro.

A família de Luciana dos Santos, 40 anos, cozinheira desempregada, foi uma das primeiras a chegar ao abrigo. Ela já estava alojada em um dos quartos no térreo. Acompanhada pelas duas filhas de 11 e 13 anos, Luciana mora na Ajuda de Baixo há 12 anos e já tinha ouvido sobre a chuva de 1998 que atingiu o município de Macaé. “Já ouvi sobre isso, mas nunca tinha visto nada igual. Quando a chuva chegou, alagando a casa, subi a geladeira e fui procurar a Defesa Civil que estava perto, próximo ao lago. A água estava quase no joelho e molharam as roupas de uso e de cama”, contou.

A secretária de Habitação, Tânia Jardim, que acompanha a chegada dos desabrigados explica que a Prefeitura de Macaé já realiza o programa Habitacional da Ajuda para remoção de famílias que estão em área de risco. “Fomos acionados e estamos dando toda assistência possível e já vislumbrando uma possível mudança, em breve, das famílias que já tiveram suas residências seladas. A previsão é de mudança de 128 famílias assim que todos os trâmites legais estiverem atendidos junto à Caixa Econômica Federal (CEF) e a Realiza (empresa responsável pela obra das unidades habitacionais. No momento, é solidariedade que fala mais alto”, disse.

A aposentada, Geni Martins dos Santos, 78 anos, da Ajuda de Baixo, também chegou no abrigo emergencial nesta tarde de sexta. Ela conta que a água chegou à porta da casa que fica próxima ao lago do bairro. “Moro na parte de baixo e meus filhos na parte de cima da casa. Ao todo, somos 13 adultos e duas crianças pequenas, meus netos”, contou.

Em caso de necessidade, a população pode entrar em contato com a Defesa Civil pelo 199. Na região serrana o contato pode ser feito pelo telefone do Destacamento da Defesa Civil em Glicério, 2793-3846.
MONITORAMENTO DOS RIOS NA BR-101
Os setes rios que cortam a BR-101 permanece sendo monitorados pela Arteris Fluminense e não há registro de transbordamento até o momento para pista, apesar de os níveis estarem elevados. De acordo com o órgão, chove em toda extensão da rodovia o que requer atenção dos usuários.

Os rios com nível monitorados são: Macabu (km 123), Aduelas (km 157), São Pedro (km 159), Macaé (km 161), Aldeia Velha (km 214), Maratuã (km 225) e São João (km 228) e Silva Jardim.

A concessionária recomenda aos usuários que proteja a sua vida e a dos demais usuários. Use cinto de segurança, inclusive no banco traseiro dos veículos, reduza a velocidade e faça uma viagem segura! As equipes da Arteris permanecem monitorando o nível dos rios que cortam a rodovia.
Para o atendimento e programar a viagem os usuários podem  ligar 0800 282 0101.

Fonte: Redação/Ascom

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