Safra agrícola mantém saldo positivo de empregos em Campos e SFI


O setor sucroenergético foi responsável pelo saldo positivo de empregos em Campos e em São Francisco de Itabapoana, municípios da região Norte Fluminense. Segundo o economista Ranulfo Vidigal, os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) constatam que o  primeiro ponto positivo é que a cidade, nesse primeiro semestre, revela um saldo líquido melhor em relação a 2017.

“O saldo líquido foi de 2.625 vagas contra, entre janeiro e junho de 2017, 1.651 vagas. Portanto, isso é uma coisa positiva. O que está colaborando para este número é o excelente resultado relativo em junho de emprego associado à safra agrícola que começou”, explicou Ranulfo.
Ele explica ainda que em junho de 2018, a safra agrícola gerou, liquidamente, 545 empregos na indústria e 1.984 empregos no plantio e colheita da safra.
“Em São Francisco o Caged mostra que o início da safra também impactou positivamente as estatísticas da cidade, porque lá é fundamentalmente agropecuária, ou seja, a colheita da safra. Em junho, o saldo líquido foi positivo em 654 até junho, no primeiro semestre 935. Portanto, a safra impactou positivamente Campos e São Francisco de Itabapoana, um dado bastante interessante”, analisa o economista acrescentando que a safra agrícola coloca renda nas cidades e impacta positivamente os serviços também.

Outra questão apontada por Ranulfo Vidigal  é que quando a analise é feita no estado do Rio como um todo, em junho o saldo líquido foi negativo; entretanto, o único setor positivo foi exatamente a agropecuária, com 2.690 vagas criadas.
“Em Macaé teve um mês de estagnação, uma perda de vagas na atuação civil em quase 100 vagas, perda no comércio e nos outros setores com 216 vagas de perda. São João da Barra também praticamente estagnado com um saldo positivo de 42 vagas, que é praticamente nada, que reflete também nessa situação da  paralisação do mineroduto. Portanto, o panorama de vantagem relativa, ou seja, número bom mesmo, foram só São Francisco de Itabapoana e Campos”, concluiu.
Sobre o impacto positivo do setor na economia, o presidente do Sindicato dos Produtores de Açúcar e do Álcool do Norte Fluminense, Frederico Paes disse que “Fico muito feliz com isso, pois a região é muito carente de empregos e, a gente consegue numa época muito tão difícil gerar emprego. Certo que é uma mão de obra sazonal, mas com certeza muito importante para o trabalhador, trazendo emprego para região, trazendo renda”, disse acrescentando foi estimado uma injeção de R$ 45 milhões, recursos estes que serão gastos no comércio local aquecendo a economia regional.
O presidente ressaltou ainda o fato de as usinas serem um celeiro de mão de obra projetando esses trabalhadores para outros mercados.  “Grande parte deles [trabalhadores] acabam migrando para outros setores, como, por exemplo, o setor petróleo, mas acabam se capacitando na indústria, na usina, então a usina acaba sendo um celeiro de mão de obra, um treinamento para outras oportunidades. Mas também temos os que continuam trabalhando com a gente para uma próxima safra, a gente reforma a usina, tem o plantio de cana, então gera emprego na sua base, mas também para outros setores”, disse.
O ano de 2018 é visto como o de recuperação do setor sucroenergético que na região é mantido pelo plantio de cana-de-açúcar e três usinas em pleno funcionamento.  “Foram quatro anos de secas terríveis, mas esse é o ano de recuperação, então nós acreditamos em no mínimo 20 % a mais de safra e isso acaba gerando maus emprego e mais renda, trazendo recursos para o setor”, completou Frederico que acredita em um futuro promissor para o setor.
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