Garoto que teve cérebro perfurado por espeto na BA continua enxergando e quer voltar para casa: ‘Fala toda hora’, diz mãe


O garoto de 8 anos que teve o cérebro perfurado por um espeto de churrasco enquanto brincava na porta de casa, na cidade de Santa Luzia, no sul da Bahia, passa bem após a cirurgia de retirada do objeto do crânio.

De acordo com informações divulgadas nesta segunda-feira (23) pelos médicos que cuidam do pequeno Rian Santos, o paciente teve uma boa recuperação e não apresenta problemas na visão.

O garoto segue internado no Centro de Tratamento e Terapia Intensiva (CTI) do Hospital Manoel Novaes, em Itabuna, também no sul do estado. O estado de saúde dele é estável.

“Graças a Deus a criança está muito bem, estável, falando, mexendo os dois bracinhos e enxergando, inclusive. Aparentemente, com uma pequena lesão no nervinho que fica entre a pupila e a pálpebra, que está dentro desse seio cavernoso, que também é passível de recuperação, nos próximos três meses”, contou o neurocirurgião Diogo Henrique Oliveira.

A mãe de Rian, identificada como Marinalva Santos, contou que o desejo do garoto é voltar para casa.

O menino perfurou o cérebro após tropeçar e cair sobre o espeto de churrasco com o qual brincava, no domingo (22). O objeto atingiu o olho dele. A mãe do garoto viu o momento do acidente.

“Eu vi quando ele escorregou. E, quando ele levantou, já estava com o espeto grudado no olho. No momento, o que passou na minha cabeça, eu me desesperei e achei que meu filho iria morrer”, relatou Marinalva.

Após ter o cérebro perfurado, Rian foi levado para o Hospital Calixto Midlej Filho, em Itabuna. Após cirurgia, ele foi transferido para a outra unidade de saúde.

Uma foto do raio-x da face da criança foi divulgada pelo hospital e mostra a posição que o espeto ficou na cabeça do garoto.

“O objeto atingiu uma das áreas mais nobres que existem no cérebro da gente, que é o tronco encefálico. É uma área muito pequena, de poucos centímetros que controla todos os nossas funções vitais, como batimentos cardíacos, mobilidade do corpo… um quadro de gravidade extrema, que a gente tinha que tentar reverter, sem acrescentar nenhum déficit”, contou o neurocirurgião Diogo Henrique Oliveira.FONTE:G1
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