Trabalhadores da UTC protestam após demissão em massa


     Trabalhadores da UTC Engenharia S.A., empresa offshore que atua em Macaé, realizaram um protesto na manhã desta segunda-feira (10/07) após serem surpreendidos pela demissão em massa. Mais de dois mil funcionários foram dispensados. Eles fecharam a rua que dá acesso à empresa com madeiras e barris. Segundo informações, todos receberam telegrama da empresa informando a dispensa devido ao encerramento das atividades no município. 

   A Polícia Militar foi acionada para conter os ânimos dos manifestantes. A informação é de que os funcionários não receberam o salário do mês de junho. O assistente técnico de montador de andaimes Ramiro Seabra, 53 anos, que tinha pouco mais de cinco anos de empresa, relatou ter recebido um telefonema na semana passada quando ficou sabendo da demissão. “Eles me informaram que quem não recebeu o salário de junho é porque foram dispensados do quadro de funcionários. Disseram ainda que o salário atrasado será pago na verba rescisória, mas não sabemos quando estaremos recebendo os nossos direitos”, disse. 
     O Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro-NF) informou que não representa os trabalhadores da UTC, que são vinculados a outro sindicato, mas acompanha o caso e manifesta solidariedade. A entidade está à disposição dos empregados da UTC para contribuir no enfrentamento desta situação. Por meio de nota, “A UTC informa que a Petrobras decidiu não aditar os contratos de manutenção offshore, conforme previsão contratual, interrompendo assim as atividades dos contratos que atendem as plataformas P18, P19, P20, P26, P33, P35, P37, P50, P52, P54, P55 e P62, todas localizadas na Bacia de Campos, litoral do Rio de Janeiro. Se a decisão da estatal for mantida, a empresa terá que implantar um plano de desmobilização de seu contingente no local. Dentro do propósito de defender os interesses e os direitos trabalhistas de seu qualificado quadro de funcionários, a UTC continua tentando, junto á Petrobras, a regularização e aditamento dos contratos. 
    A companhia informa ainda que está e sempre esteve à disposição da Petrobras para encontrar uma solução que minimize o impacto social de tal medida. A UTC informa que nunca houve atraso de salários em toda sua história”.
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