Casal Garotinho na lista de Fachin


    A deleção do “fim do mundo”, dos executivos da Odebrecht, atingiu políticos com foro privilegiado, com 76 inquéritos autorizados pelo ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), mas também foi um duro golpe na carreira de políticos hoje sem cargo eletivo. Fachin determinou o envio, para outras instâncias do Judiciário, 201 petições, entre elas as que envolvem os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Dilma Rousseff (PT) e Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Da região, também há políticos sob suspeita de participação em irregularidades, como os ex-governadores Anthony Garotinho (PR) e Rosinha Garotinho (PR), o ex-prefeito de Rio das Ostras Alcebíades Sabino (PSDB), o ex-prefeito de Macaé Riverton Mussi (PDT) e o atual, Dr. Aluízio (PMDB). Os juízes que receberão o material decidirão se abrem ou não inquéritos para apurar os indícios apontados pelos delatores. 

     O ministro ainda retirou o sigilo das delações. Em Brasília, a divulgação dos nomes que são alvos de inquérito caiu como uma bomba. A expectativa era que a relação “do fim do mundo” só fosse conhecida após o feriado. Entretanto, o Estadão teve acesso aos documentos e pouco depois os nomes dos alvos de inquérito, bem como os dos envolvidos nas petições que vão para as instâncias inferiores foram confirmados pelo STF.
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