Prefeito de São Fidélis decreta calamidade finaceira


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Entre as medidas de corte de gastos, está a redução de 19 para 11 secretarias
O prefeito de São Fidélis, Amarildo Alcântara e demais secretários de governo se reuniram para uma entrevista coletiva com a imprensa local e regional, na manhã de quinta-feira (19/01) para explanações sobre a situação das finanças do município que levou a administração a decretar estado de calamidade financeira.
De acordo Amarildo, além da dívida encontrada no valor 14 milhões, há pagamento de dezembro dos servidores em atraso, assim como os contratados que não receberam nem a parcela do 13º salário e o salário do mês de dezembro; há dívidas com fornecedores, como, por exemplo, contas de água, telefone e luz em atrasos. Ainda durante a sua fala, o prefeito disse que vai entrar em negociação com a Eneel/Ampla cuja empresa já ameaçou com corte de luz. 
O prefeito disse que já foram tomadas as medidas de corte de gastos, entre elas, o corte de 8 secretarias que de 19 caíram para 11,  e mesmo assim diante de fatos novos que se relacionam com as finanças do município, sendo consideradas muito críticas, fizeram constatar um caos e assim foi baixado o decreto de calamidade financeira. 
Além do prefeito, participaram da entrevista coletiva, o Secretário Municipal de Governo e Articulação, David Loureiro; Secretário Municipal de Planejamento e Orçamento, Mariano Amorim; Secretário Municipal de Controle Interno, Josemar Lage e o Secretário Municipal de Fazenda, Pedro Henrique de Souza.
Após abertura da coletiva, o prefeito passou as explanações para o Secretário Municipal de Fazenda, Pedro Henrique de Souza, o qual disse que a prioridade no momento é tentar equacionar a folha de pagamento dos servidores — a de dezembro deixada pelo governo passado, que empenhou, mas sem deixar dinheiro em caixa—, além da folha do mês de janeiro.
“Porém, estão em análises quais os contratos de mais urgência, bem como diversos documentos e demais contratos estão sendo auditados, pois o objetivo neste momento é fazer com que a gestão siga com rigor no levantamento de todas as informações, para que possa atingir a meta e os compromissos com os serviços públicos dentro da municipalidade”, disse.
Segundo o secretário de Controle Interno, Josemar Lage, todas as apurações em relação às dívidas encontradas estão sendo analisadas de modo que ao final de todo o levantamento as medidas cabíveis terão que ser tomadas, haja vista que se forem constatados crimes contra as finanças públicas os mesmos não poderão ficar sem as devidas ações que serão levadas às instâncias do campo jurídico.
E ao finalizar a coletiva, o Secretário de Governo e Articulação, David Loureiro disse que o orçamento anual da Prefeitura é de aproximadamente R$ 86 milhões e há uma dívida de 14 milhões entre processadas e não processadas. A prefeitura está com sua frota de veículos totalmente sucateados e para complicar mais ainda esta semana foi bloqueado o FPM ( Fundo de Participação dos Municípios) por conta de dívidas deixadas pelo governo anterior.
“O povo precisa saber da real situação que o governo atual recebeu a Prefeitura, daí o nosso compromisso com a publicação dos fatos, razão esta da convocação dessa entrevista coletiva para que todos saibam desse triste raio X que estamos passando para vocês da imprensa. O povo já sabe de boa parte da situação como, por exemplo, da cidade destruída, com obras paradas para todo canto, a perda de dinheiro que poderia beneficiar a população, mas, infelizmente, foi devolvido pela gestão passada por falta de projetos, enfim, agora cabe ao grupo do atual governo, trabalhar pela reconstrução da cidade e fazer a mesma voltar a ser uma cidade organizada”, ressaltou. 


 Fonte: Ascom
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