Safra de cana-de-açúcar do Brasil deve diminuir em 2017/18; produção de açúcar aumenta


  Ururau/Arquivo
Queda se deve a uma pequena quantidade de standover, ou seja, de cana da colheita atual
O grupo de análise, com base na Austrália, em sua primeira previsão para o esmagamento da cana do centro-sul do Brasil em 2017/18, avaliou-a em 585 milhões de toneladas.
A queda se deve a uma pequena quantidade de standover, ou seja, de cana da colheita atual. As fábricas tendem a fechar no início da temporada por conta da falta de cana que ainda resta para ser cortada.
No entanto, a produção de açúcar no Centro Sul, responsável por cerca de 90% da produção total no Brasil, deverá ter um aumento, pela segunda temporada consecutiva, de 200 mil toneladas, atingindo o recorde de 35,2 milhões de toneladas.
AÇÚCAR X ETANOL

A previsão também reflete a expectativa de um maior teor de açúcar na cana da próxima temporada, que deverá ser de 4,8% – 0,8% a mais do que em 2016/17;

Os rendimentos da cana, com isso, deverão ser maiores, uma vez que a cultura tem mais tempo para crescer e poderá ficar mais madura.
As estimativas da Green Pool, porém, também apontam que as usinas irão aumentar a sua proporção de cana destinada ao açúcar ao invés do etanol.
Segundo eles, o etanol sofrerá ainda mais, com uma queda de 610 milhões de litros, ficando assim em 24,49 bilhões de litros em 2017/18.
A ÚNICA CERTEZA

A previsão de uma safra de cana menor em 2017/18 coincide com outros comentários de analistas e observadores de mercado, incluindo a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), que compartilhou da opinião no mês passado.

O diretor técnico do grupo, Antonio Pádua Rodrigues, disse que a previsão é um reflexo de um longo período de pouco investimento em lavouras de cana, estimulado pelo longo período de preços baixos que prevaleceu até o início deste ano.
A consultoria brasileira Datagro também previu a safra de cana do Centro Sul para 2017/18 em 580 milhões a 610 milhões de toneladas.
DANOS NO CONSUMO

A previsão da Green Pool também aponta uma estimativa para o déficit mundial de açúcar de 5,28 milhões de toneladas em 2016/17, refletindo a queda da demanda pela recuperação dos preços dos produtos sucroenergéticos.

Os preços do açúcar, uma vez em seus níveis mais altos desde 2012, trazem alguns danos para o consumo, “que fica desequilibrado na equação do açúcar”, como diz o grupo.
A estimativa deverá diminuir os estoques mundiais para 39,9% no final de setembro de 2017, o menor desde 2011/12.

 Fonte:Ururau/ Portal do Agronegócio
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